segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja". Chico Xavier


Até hoje, não se sabe onde e com que critério foi criado o padrão de cores dos containers utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva.
CÓDIGO DE CORES PARA OS DIFERENTES TIPOS DE RESÍDUOS
Padrão de Cores

AZUL
papel/papelão

VERMELHO
plástico

VERDE
vidro

AMARELO
metal

PRETO
madeira

LARANJA
resíduos perigosos

BRANCO
resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde

ROXO
resíduos radioativos

MARROM
resíduos orgânicos

CINZA
resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação

No Brasil o CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, e tendo em vista o disposto na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e no Decreto no 3.179, de 21 de setembro de 1999, define as cores dos containers.
Define ainda que a reciclagem de resíduos deve ser incentivada, facilitada e expandida no país, para reduzir o consumo de matérias-primas, recursos naturais não-renováveis, energia e água;
Preconiza a necessidade de reduzir o crescente impacto ambiental associado à extração, geração, beneficiamento, transporte, tratamento e destinação final de matérias-primas, provocando o aumento de lixões e aterros sanitários;
E que as campanhas de educação ambiental devem ser providas de um sistema de identificação de fácil visualização, de validade nacional e inspirado em formas de codificação já adotadas internacionalmente, sejam essenciais para efetivarem a coleta seletiva de resíduos, viabilizando a reciclagem de materiais.


domingo, 23 de outubro de 2011

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. . . Se não houver flores, valeu a sombra das folhas . . . Se não houver folhas, valeu a intenção da semente . . ."(Henfil)


A coleta seletiva visa separar e classificar o lixo para que se possa aproveitar tudo o que é reciclável. 
Geralmente, separa-se o material inorgânico - vidro, papel, metais, plásticos, papéis; do orgânico - composto de restos de comida, frutas, verduras, aparas de grama e esterco de animais, em recipientes de cores diferenciadas. Ela é o primeiro passo para reciclar o lixo.
A coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são uma solução indispensável, por permitir a redução do volume de lixo para disposição final em aterros e incineradores. Não é a única forma de tratamento e disposição: exige o complemento das demais soluções.
O fundamento deste processo é a separação, pela população, dos materiais recicláveis do restante do lixo, que é destinado a aterros ou usinas de compostagem.
A implantação da gestão de resíduos no IF Sudeste MG- campus São João del-Rei começa com o lançamento oficial do Programa de Coleta Seletiva Solidária aos alunos, funcionários e comunidade são -joãonense.
O primeiro passo tem por objetivo a realização de uma campanha informativa, de modo a convencer da importância da reciclagem e orientar para que se separe o lixo em recipientes para cada tipo de material. Assim também apoiar e divulgar o trabalho da ASCAS (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis) e da ONG Atuação (produção de sabão ecológico à partir de óleo de cozinha usado).
A mobilização da sociedade pode estimular iniciativas comunitárias a apoiar os trabalhos da ASCAS e da ONG Atuação, bem como instituir um pensamento renovado que tenha a visão correta dos processos de degradação ambiental e a atuação para mudança de atitudes e posicionamento diferenciado frente à esta problemática. 
Você é nosso convidado! Recicle suas atitudes!

PROGRAMAÇÃO – dia 29  de novembro de 2011
19:00 – Abertura
Prof. Mário Sérgio Costa Vieira (Reitor do IF Sudeste MG)
Prof. Alexandre Lana Ziviani (Diretor Geral – IF Sudeste MG - campus São João del-Rei)
Profa Isabel Cristina Adão (Diretora de Ensino)
Profa Viviane Vasques da Silva Guilarduci (Coordenadora de Extensão)
Profa Alessandra Furtado Fernandes (Presidente da Comissão de Coleta Seletiva Solidária)

19:30 – Vídeo: A Ilha das Flores

20:00 – Palestra: Responsabilidade sócio-ambiental: Missão ou estratégia?
Palestrante: Prof. Msc. Alexandre Lana Ziviani
(Diretor Geral – IF Sudeste MG- campus São João del-Rei)

20:30 – Palestra: Crédito de carbono de resíduos orgânicos
Palestrante: Dr. Milton Nogueira da Silva
Secretário Executivo do Fórum Mineiro de Mudanças Climáticas (SEMAD)

21:00 – Pronunciamentos
Palavra cedida à profa  Msc. Viviane Vasques da Silva Guilarduci- Programa de Coleta Seletiva Solidária- IF Sudeste MG
Palavra cedida ao representante da ASCAS
Palavra cedida ao representante da ONG Atuação
Palavra cedida ao representante da ACI
Palavra cedida ao representante da UFSJ

22:00 –  Encerramento

Local: 38º Batalhão de Polícia Militar de São João del-Rei, Minas Gerais
Av. Leite de Castro, 1277 - Bairro Fábricas

Organização: Comissão do Programa de Coleta Seletiva Solidária/ Coordenação de Extensão
IF SUDESTE MG- campus São João del-Rei


"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Antoine Lavoisier


Podemos reciclar vários produtos, e para separarmos os tipos de lixos utilizamos algumas cores para cada tipo de lixo.
Quando você encontrar alguma lixeira com essas cores respeite-as na hora de jogar o lixo, colocando cada tipo no seu lugar. 
Assim, você estará contribuindo com os lixeiros na hora de separar o lixo e estará ajudando a preservar o meio ambiente.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"A indiferença com o meio ambiente é a conivência com nossa destruição." - Hans Alois

Plano Nacional de Resíduos Sólidos é disponibilizado para Consulta Pública


Foram divulgadas as datas para consulta pública da versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, previsto na seção II da Lei federal 12.035/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O Plano será objeto de discussão em 05 Audiências Públicas Regionais e será consolidado na Audiência Pública Nacional, em Brasília, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro. Simultanea mente, o documento ficará em consulta pública na internet até 07 de novembro para receber contribuições e a versão final do Plano será apreciada nos Conselhos Nacionais vinculados ao tema. Demais informações e consulta ao documento poderão ser obtidas no endereço eletronico http://www.cnrh.gov.br/pnrs/index.php .

"A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo.” - Merleau-Ponty

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico são nocivas ao meio ambiente. 

A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo. 

O empregado respondeu: 
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas, esterilizadas e reutilizadas, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as mesmas garrafas, umas tantas vezes. 
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar um carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. 
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas e não estas máquinas bamboleantes de 220 volts. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a tela era do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que, não se sabe como será descartado depois. Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. 
Quando embalávamos algo frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama. Era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia usar esteiras que também funcionam a eletricidade. 
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. 
Recarregávamos as canetas com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Usávamos navalhas, ao invés de aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E não precisávamos de GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. 
Minha geração VIVEU uma onda verde! Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quera abrir mão de nada para viver um pouco como na minha época?

VAMOS REFLETIR SOBRE AS NOSSAS ATITUTES!
Abs

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Nós somos o que sabemos e nos tornamos o que aprendemos" Pierre Lévy

Um dos objetivos do Programa de Coleta Seletiva Solidária e o Plano de Gestão dos Resíduos Sólidos no campus São João del-Rei é desenvolver na comunidade acadêmica a cidadania, a vontade de participar e até, porque não dizer...de mudar o mundo!!!

Se queremos trabalhar efetivamente com as questões ambientais temos que começar cuidando do pedacinho onde vivemos, não adianta querermos impedir o desmatamento na Amazônia se o rio que passa próximo a nossas casas e escolas transborda com as enchentes e provoca inundações destruindo as casas e trazendo doenças. 

Não paramos para refletir sobre as causas que levaram o rio a transbordar,  somente assistimos pela televisão como se aquilo estivesse tão distante que nada podemos fazer.

Desta maneira é que nós da comissão propusemos uma série de medidas para que possamos efetivamente fazer a diferença em nosso trabalho, em nossa comunidade. E para isso, este programa se baseia na legislação que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos nº 12.305/2010, o decreto nº 5.940/ 2006 e a Lei nº 11.445/07. 

Seguiu-se as diretrizes federais para implantação do Programa de Coleta Seletiva Solidária, definidas pelas seguintes fases:
1a ETAPA: Formação de uma Comissão (Representação)

2a ETAPA: Realização do Diagnóstico da Produção de Resíduos
3a ETAPA: Planejamento e Execução
4a ETAPA: Monitoramento e Avaliação do Processo

Estarei pontuando estes itens para conhecimento de todos. Estamos abertos a sugestões. Contribua com suas ideias!




sábado, 8 de outubro de 2011

“Vivemos numa época perigosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar-se a si mesmo.” Albert Schweitzer

Diariamente o Brasil produz 150 mil toneladas de lixo, das quais 40% são despejadas em aterros a céu aberto. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume.


O destino adequado do lixo é portanto um problema que afeta a maioria das cidades. Entre os anos de 1994 a 2010 houve um crescimento dos municípios que realizam a coleta seletiva. No entanto, apenas cerca de 8% (443) dos 5.565 municípios adotam programas de coleta seletiva; sendo a distribuição dos municípios por região estimada em (05) Região Norte; (13) Região Centro-
Oeste; (45) Região Nordeste; (159) Região Sul e (221) Região Sudeste (CEMPRE, 2010).


Uma pesquisa da CICLOSOFT em 2010, apontou que cerca de 22 milhões de brasileiros têm acesso a programas municipais de coleta seletiva. Mas apesar do número de cidades com esse serviço ter aumentado nos últimos anos, na maior parte delas a coleta não cobre mais que 18% da população local. A coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais é feita pela própria Prefeitura em
52% das cidades pesquisadas, e mais da metade (62%) apóia ou mantém cooperativas de catadores como agentes
ambientais executores da coleta seletiva municipal (CEMPRE, 2010).


Aparas de papel/papelão continuam sendo os tipos de materiais recicláveis mais
coletados por sistemas municipais de coleta seletiva (em peso), seguidos dos
plásticos em geral, vidros, metais e embalagens longa- vida. A porcentagem de rejeito ainda é grande, o que reforça a ideia de que é preciso
tanto melhorar o serviço de coleta como conscientizar a população para separar o
lixo corretamente em suas casas.


É notório que a disposição incorreta dos resíduos multiplicam os lixões a céu aberto, como ocorre em São João del-Rei; e isso provoca a proliferação de transmissores de doenças, a contaminação do lençol freático, poluição do solo, entupimento das bocas-de-lobo e as consequentes enchentes. Portanto, além dos prejuízos econômicos temos os problemas advindos da poluição que provoca doenças na população e danos ao meio ambiente.


Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem. Concretizando essas ações se poderá efetivamente diminuir a exploração de recursos naturais; reduzir o consumo de energia; diminuir a poluição do solo, da água e do ar; prolongar a vida útil dos aterros sanitários; recuperar materiais que iriam para o lixo; diminuir os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias; diminuir o desperdício; diminuir os gastos com a limpeza urbana; criar oportunidades de fortalecimento das organizações comunitárias e gerar emprego e renda pela comercialização dos recicláveis propiciando a manutenção e a sobrevivência de muitas famílias; dentre outros benefícios passíveis de obtenção.


O Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, Campus São João del-Rei, instituiu seu Programa de Coleta Seletiva Solidária e Gestão dos Resíduos Sólidos produzidos pelo Campus. Este utilizará uma metodologia participativa que faça frente às problemáticas ambientais, buscando efetivamente fazer a diferença perante a comunidade acadêmica e local.
                                          Comissão do Programa de Coleta Seletiva Solidária

Conheça o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais- Campus São João del-Rei

A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica cobre todos os estados brasileiros, oferecendo cursos técnicos, superiores de tecnologia, licenciaturas, mestrado e doutorado. As escolas que compõem esta rede (Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, CEFETs, Escolas Técnicas vinculadas às Universidades, Universidades Tecnológicas) são referência nesta modalidade de ensino (MEC, 2011).

Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia foram criados pelo então presidente à época Luiz Inácio Lula da Silva por meio do Projeto de Lei 3.775/2008. São instituições de educação básica, profissional e superior pluricurriculares e multicampi, especializadas na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos às suas práticas pedagógicas. 


O objetivo destes institutos é desenvolver as áreas de ensino, pesquisa e extensão, visando estimular o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas e estendendo seus benefícios à comunidade.