quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Queremos uma justiça social que combine com a justiça ecológica.Uma não existe sem a outra." Leonardo Boff

As lâmpadas fluorescentes e seu impacto na saúde humana



Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul – 25 janeiro, .2011
São Paulo - Há pouco tempo, o jornal Cruzeiro do Sul relatou o descarte indevido de centenas de lâmpadas fluorescentes às margens do rio Sorocaba, sendo que cada uma dessas lâmpadas possui, em seu interior, em média de 15 mg de mercúrio.

Levando-se em conta também a grande quantidade, foram necessários mais de quatro contêineres para a retirada total das lâmpadas. Assim, o potencial de contaminação, não apenas no entorno do rio, mas também para a população que consome água e peixes, pode ser considerado muito grave.

As lâmpadas que foram descartadas indevidamente são as fluorescentes tubulares, amplamente empregadas por indústrias, lojas e escritórios comerciais. Outro modelo amplamente consumido são as chamadas lâmpadas fluorescentes compactas (LFC), que são empregadas na iluminação residencial em substituição às tradicionais lâmpadas incandescentes.

Essa substituição decorre da alta eficiência energética dessas lâmpadas, contribuindo assim para a redução do consumo, e por conseguinte da necessidade de geração de energia elétrica. Tal fato é tão significativo que técnicos do Ministério de Minas e Energia estudam o banimento de lâmpadas incandescentes do mercado até 2016.

O que poucos levam em conta é o processo de descarte das lâmpadas fluorescentes compactas pois, como são de uso residencial, o tradicional destino das mesmas é o lixo doméstico e posteriormente o aterro sanitário municipal. Dados de 2008 da 
Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) mostram um consumo de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas anuais, sendo que esse mercado pode chegar a 400 milhões de unidades/ano, se levarmos em conta a substituição gradativa das lâmpadas incandescentes.

Tendo em vista que cada LFC possui 4 mg de mercúrio, o potencial de contaminação anual por esse metal pode chegar a incríveis 1,6 toneladas/ano. Um número assustador. No entanto, o mais assustador é a pouca atenção dada para o seu processo de descarte: enquanto que para as lâmpadas tubulares uma cadeia de coleta e destinação correta esta sendo implementada (em especial nas indústrias consumidoras do produto), as LFCs são relegadas a segundo plano e não vemos iniciativas em nenhuma parte para seu correto descarte.

Outro fator preocupante é com a saúde dos trabalhadores das empresas de coleta de lixo, pois com o descarte das LFCs no lixo doméstico, as mesmas podem ser esmagadas dentro dos caminhões compactadores, expondo assim essas pessoas ao contato com o mercúrio.

Mesmos os usuários domésticos não estão familiarizados com os riscos que tais lâmpadas representam, pois no caso de uma quebra os mesmos adotam o mesmo procedimento que adotavam no caso de lâmpadas incandescentes (que não representam riscos a  saúde quando quebradas), coletando os cacos e depositando os mesmos em sacos plásticos, junto com o restante do lixo.

O mercúrio é um dos metais mais tóxicos empregados pelo homem e portanto devemos tomar cuidado no manuseio e descarte de produtos que o emprega, sendo nesse caso em particular as lâmpadas fluorescentes tubulares e compactas.

Veja algumas recomendações que devemos adotar caso uma lâmpada fluorescente quebre.
  1. Retire do cômodo crianças e animais de estimação e evite que qualquer pessoa tenha contato com os cacos da lâmpada;
  2. ventile bem o ambiente, abrindo portas e janelas;
  3. caso a lâmpada tenha se quebrado sobre algum tecido, roupa de cama, toalhas de mesa ou banho, carpetes, entre outros, esses devem ser descartados, e não lavados e reutilizados;
  4. na limpeza dos cacos, use uma luva e uma pá, evitando contato direto. Empregue uma fita adesiva para recolher o pó restante e passe uma papel toalha umedecido em todo o local. Importante: não empregue aspiradores de pó para coleta desse material;
  5. todo o material deve ser descartado em um saco plástico grosso que possa ser selado e encaminhado para um centro de reciclagem preparado para a manipulação desse resíduo;
  6. caso haja ferimento com os cacos ou inalação do mercúrio, procure imediatamente uma assistência médica.
Uma ótima alternativa para o futuro são as lâmpadas LED (abreviatura em inglês de diodo emissor de luz), que são constituídas de materiais inertes, não representam riscos para a população e apresentam uma eficiência energética significativamente superior às lâmpadas fluorescentes.
 
Comentário do Jornal dos Amigos
 
Descartadas no lixo comum, o mercúrio pode contaminar solo e água.  Além disso, pode contaminar quem ainda trabalha nos chamados lixões. Mediante a informação acima, cabe ao Poder Público (em especial as secretarias municipais de meio ambiente) imediata providência para orientação à população quanto aos procedimentos para descarte de lâmpadas fluorescentes. Sugerimos que, além da prática de coleta seletiva primária (duas lixeiras, uma para lixo orgânico e outra para lixo seco), que o descarte das lâmpadas LFC tenha o mesmo cuidado a exemplo do descarte de garrafas, ou seja, embrulhadas em papel jornal, acondicionadas em saco plástico, lacre e só então descartadas no depósito de lixo seco, até que o Poder Público se manifeste. Salvo melhor juízo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

“Se quisermos ter menos lixo, precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. Ter menos lixo significa ter mais qualidade, menos quantidade; mais cultura, menos símbolos de status; mais esporte, menos material esportivo; mais tempo para as crianças, menos dinheiro trocado; mais animação, menos tecnologia de diversão; mais carinho, menos presente!” - Gilnreiner


A partir de ontem, 16 de janeiro, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) vai espalhar sacolas gigantes em 11 pontos estratégicos da cidade. O objetivo é chamar a atenção da população paulistana para a substituição das sacolas descartáveis por reutilizáveis nos supermercados no dia 25 de janeiro, como parte da campanha "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco". As esculturas com mais de quatro metros de altura foram feitas com material reciclado e poderão ser vistas nos Parques Ibirapuera e Villa Lobos, Avenida Paulista e centro da capital, entre outros locais de grande circulação de pessoas.
A criação da obra é assinada pela ATTACK Intervenções Urbanas, do artista Eduardo Srur. A ONG Projeto Arrastão foi convidada para confeccionar os painéis artísticos. A exposição fica até 16 de fevereiro nas ruas.

A iniciativa conta com o apoio do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo e prevê que todos os supermercados associados à APAS deixem de distribuir sacolas descartáveis, estimulando a população a encontrar formas alternativas de transportar suas compras. A entidade é contra a cultura do descarte e propõe a adoção de iniciativas para a implantação de medidas que visem reduzir o consumo, despertando a consciência para o uso de sacolas reutilizáveis.

Mais informações em redes sociais e no site da campanha: www.vamostiraroplanetadosufoco.org.br.
Reportagem original:
http://rmai.com.br/v4/Read/1113/sao-paulo-ganha-sacolas-reutilizaveis-gigantes-em-parques-e-avenidas.aspx

domingo, 15 de janeiro de 2012

A água é um bem de domínio público. - Inciso I do art. 1o da Lei 9.433, de 08/01/97




INFELIZMENTE A SITUAÇÃO DE DESCASO COM OS RECURSOS NATURAIS 
É REALMENTE  MUNDIAL. VEJAM ISTO!


Albânia que se livrar do lixo e atrair turistas
Por Claudia Ciobanu

Tirana, 25/07/2007, (IPS) - As autoridades da Albânia decidiram agir imediatamente para resolver o problema do manejo do lixo, que consideram uma condição prioritária para converter o país em um importante destino turístico. 

Ao conduzir ao longo da costa dos mares Jônico e Adriático desde Tirana até Betrint, no sul, vê-se um cenário pitoresco, onde o mais impressionante são as altas montanhas que se refletem nas águas transparentes da costa meridional. Porém, um olhar mais próximo revela os efeitos destrutivos da atividade humana. Pilhas de lixo, com garrafas de cerveja e vasilhames de plástico, são comuns de se ver na costa, inclusive em áreas remotas. Não há lixeiras suficientes ao longo do caminho nem em restaurantes.

“Um dos motivos de queixas dos turistas que chegam aqui é o lixo”, disse Kate Yarhouse, que trabalha para o Corpo de Paz dos Estados Unidos promovendo o turismo na Albânia. As usinas de lixo do país foram superadas pelo rápido aumento do consumo nos anos 90, após a queda do socialismo e a posterior abertura do país. Não foram criados sistemas adequados para o tratamento do lixo. Desde então, as instalações para processar o lixo coletado simplesmente não puderam dar conta da enorme quantidade. Além disso, o esgoto gerado nas cidades albanesas acaba no mar, sem tratamento.

Merita Mansaku-Meksi, especialista em manejo de lixo para o Centro Ambiental de Educação e Redes para o Desenvolvimento, alertou que, embora no momento a água seja muito segura para os banhistas, a situação não é sustentável. “Não somente esgoto é jogado no mar. Também o óleo usado em restaurantes e industrias. E isto aumenta o perigo”, disse à IPS. Arin Grace, coordenadora do capitulo albanês do Fundo para o Meio Ambiente Mundial, disse que a maioria dos povos da costa do país agora tem planos de construir estações de coleta e tratamento de esgoto.

A ocidental localidade de Kavaja já criou um moderno sistema de coleta de esgoto, com ajuda financeira do Banco Alemão de Desenvolvimento. Porém, a maioria das municipalidades ainda estão na fase de planejamento. O país enfrenta problemas semelhantes com o manejo de lixo sólido. Tradicionalmente, as autoridades simplesmente jogavam o lixo em terrenos vazios perto das áreas residenciais. Há duas décadas, quando a proporção do consumo e a produção de resíduos era muito menor, o inapropriado método passou desapercebido. Agora, o lixo é muito, e também muito contaminante.

Nos últimos anos as autoridades e organizações especializadas da sociedade civil começaram a abrir caminho em relação ao problema do lixo sólido. Fadil Nasufi, prefeito de Berat, uma das cidades mais importantes do país, disse que sua municipalidade prepara um plano para construir um sistema ecológico de processamento de lixo. A população deverá pagar um imposto anual para que a unidade seja construída e operada nessa localidade.

O prefeito deu poucos detalhes sobre o projeto ou sobre como são manejados atualmente esses dejetos. Mas, desde um belo castelo medieval que se eleva sobre a cidade, pode-se ver pilhas de lixo emitindo nuvens de fumaça. O panorama é semelhante na maioria das cidades albanesas. Tirana e as áreas urbanas próximas – entre elas a grande cidade de Durres - jogam seu lixo nos campos de Shara, que ficam próximos. A população das aldeias vizinhas está cada vez mais preocupada com os riscos sanitários que implica o lixo, e agora a municipalidade pretende construir um aterro sanitário.

Tirana é uma das três cidades albanesas com planos concretos a respeito. As outras duas são Vlora e Shkonder. As demais municipalidades, como Berat, têm boas intenções, mas não possuem projetos em andamento. As pessoas estão cada vez mais conscientes da necessidade de manejar o lixo ecologicamente. O diretor-executivo do Ecomovement Centre, Xhemal Mato, tem esperanças na campanha de sucesso que sua organização realiza contra a construção de um incinerador para Tirana. As autoridades haviam assinado um acordo com a empresa italiana Albanianbeg Ambient para construir essa usina. Segundo esses planos, o governo albanês cobriria o custo de construção do incinerador com um crédito do governo italiano.

Como um incinerador tem de ser usado em toda sua capacidade para operar de maneira adequada e o lixo produzido em Tirana necessitaria de apenas 40% da unidade, planejou-se que Albanianbeg também trataria lixo da Itália. Porém, os habitantes da região foram contrários à queima de lixo italiano em Tirana. Mobilizados por organizações não-governamentais, fizeram protestos contra o incinerador e obrigaram os políticos cancelarem o tratado. “Não estamos certos de que isso signifique que o incinerador nunca será construído. Mas, é um passo importante para nós”, disse Xhemal Mato à IPS.

Merita Mansaku-Meksi também tem algumas pequenas vitórias das quais se orgulhar na batalha contra o lixo. Sua ONG implementa campanhas de conscientização sobre reciclagem em 14 escolas de Tirana. E ela também está envolvida em um projeto para ensinar pequenas comunidades próximas à capital como classificar e reciclar seu lixo. (IPS/Envolverde) (FIN/2007) 

Maior lago dos Bálcãs agoniza por causa da poluição

Fauna do lago Shkodra, entre Albânia e Montenegro, está ameaçada pela poluição causada pelo lançamento de resíduos industriais




Vista da concentração de algas no lago Shkorda, compartilhado por Albânia e Montenegro
O maior lago dos Bálcãs, o Shkodra, localizado dentro do território da Albânia e de Montenegro, sofre uma lenta agonia causada pela poluição gerada pelo lançamento de resíduos industriais e esgoto durante as últimas duas décadas. 

Situado a oeste da cidade albanesa que dá nome ao lugar, o lago tem como característica a presença de enormes ilhas formadas por vegetação, o que dificuldade a navegação dos barcos de pesca. Nas margens do Shkodra, numa ampla faixa, há uma grande concentração de algas verdes, que são uma ameaça para a fauna local. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

“A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida.” - Carta da Terra


Microcamp lança campanha de conscientização sobre o lixo eletrônico


Estimativas apontam que cada brasileiro descarta por ano: 0,5 kg de lixo eletrônico. De acordo com o levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil também é o país que mais produz este tipo de lixo por habitante entre as nações em desenvolvimento. Pensando nisso, a empresária da Microcamp, Marlene Nicolau Tuffi criou a "Campanha Lixo Eletrônico", para facilitar o descarte de aparelhos eletrônicos de forma adequada e ajudar o meio ambiente, reciclando estes materiais.
 
A Campanha Lixo Eletrônico da Microcamp é uma parceria com o Projeto Meu Brasil e a ONG Oxigênio. Basta levar o lixo eletrônico em um dos 140 postos de coleta listados no sitewww.projetomeubrasil.com.br/lixoeletronico - a pessoa que fizer isso, além de receber um adesivo e uma cartilha de conscientização, vai concorrer a uma bolsa de estudos da escola. 
 
Os lixos eletrônicos são todos os equipamentos eletrônicos em desuso, como televisores, celulares, computadores e baterias. Quando estes materiais são depositados em lixo comum, como aterros e lixões a céu aberto, causam um grande problema para a população, pois liberam substâncias tóxicas que penetram no solo e contaminam os lençóis freáticos.
 
Confira a tabela com os efeitos que estes materiais podem causar ao ser humano:
 
Para saber mais, acesse:
www.projetomeubrasil.com.br
Reportagem: Revista Meio Ambiente Industrial

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar." - Gn 2.15.


Bueiros inteligentes podem diminuir enchentes e acúmulo de lixo


Um novo sistema para limpeza de bueiro foi criado por uma empresa que visa reduzir as enchetes e o acúmulo de lixo que acabam entupindo os bueiros e chegando aos rios e córregos. A tecnologia está sendo testada por algumas subprefeituras de São Paulo e cidades do interior.
O sistema é composto por um software e um filtro. O filtro é instalado no interior dos bueiros e tem capacidade de armazenar 300 litros. Ele age como uma peneira, retendo os resíduos e deixando a água passar. Quando o lixo alcança 80% da capacidade, um dispositivo avisa a central, que aciona as empresas responsáveis pela limpeza. Isso impede que os bueiros fiquem obstruídos e, na hora das chuvas, agravem as enchentes.
Segundo o diretor da empresa que criou o sistema, Carlos Chiaradia, já foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões no projeto. Ele afirma que o investimento inicial é mais alto do que o de um bueiro comum “é uma solução definitiva e preventiva, não corretiva como acontece atualmente”, comentou Chiaradia ao portal Terra.
O novo sistema agiliza o trabalho, uma vez que as equipes recebem informações sobre quais locais estão em situação mais crítica. Atualmente é possível recolher o lixo de 40 bueiros por dia. A partir do novo sistema, esse número pode subir para até 250. A tecnologia facilita a operação, pois exige apenas a coleta do material já armazenado nos filtros.
De acordo com Chiaradia, o sistema poderá gerar mais oportunidades de trabalho. E o material recolhido nos bueiros poderão ter como destino a reciclagem. “O governo tem investido tanto em cooperativas de reciclagem, e um sistema de gestão dos resíduos coletados pode aproveitar essa oportunidade”, afirma.
* Publicado originalmente no site EcoD.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"A indiferença com o meio ambiente é a conivência com nossa destruição." - Hans Alois


Lei proíbe sacolas de plástico no município

Sacolas plásticas comuns estão proibidas no comércio são-joanense. Isso porque na segunda-feira, 2 de janeiro, entrou em vigor a Lei nº 4.349. Com ela empresas e estabelecimentos comerciais que utilizam sacos plásticos para o acondicionamento dos produtos deverão substituí-los por bolsas biodegradáveis ou ecológicas até o final de 2012.
O documento é de 2009, mas não estava em vigor. A determinação só foi efetivada após decisão do Conselho de Conservação, Defesa, e Desenvolvimento do Meio Ambiente (Codema), em novembro de 2011, instituindo o início deste ano como limite para a regra começar a valer.
De acordo com o secretário municipal de Política Urbana e Meio Ambiente, Celso Sandim, porém, mesmo com a lei entrando em vigor agora, muitos estabelecimentos já aderiram à prática. “Os supermercados maiores já estão usando. São os comerciantes menores que faltam aderir”, disse.
Regras e prazos
A expectativa em São João del-Rei é de que daqui a quatro meses a substituição já tenha ocorrido em 40% da empresas. Até dezembro, prazo final estipulado pela lei, Sandim garante que o documento terá divulgação maior. “Vamos passar pelo comércio para avisar”, afirmou.
A regra é válida para o mercado em geral, incluindo desde farmácias e sacolões a lojas de peças de automóveis. Para estarem de acordo com as normas, as novas sacolas deverão degradar ou desintegrar por oxidação em fragmentos num período de até 20 meses e biodegradar tendo como resultado CO2, água e biomassa.
Quem não aderir à decisão poderá ter o alvará de funcionamento cassado enquanto as sacolas não forem substituídas. Em caso de reincidência, será aplicada multa a ser regulamentada pelo Poder Executivo. O secretário municipal de Política Urbana e Meio Ambiente acredita que não serão necessárias punições. “O pessoal está aderindo bem”, comentou.
Lei Municipal criada em 2009 entrou em vigor na última segunda-feira,2. As alternativas agora são as embalagens biodegradáveis ou ecológicas, já presentes em alguns estabelecimentos na cidade - Foto: Gazeta
Lei Municipal criada em 2009 entrou em vigor na última segunda-feira,2. As alternativas agora são as embalagens biodegradáveis ou ecológicas, já presentes em alguns estabelecimentos na cidade - Foto: Gazeta
Conscientização
Os estabelecimentos de que trata a lei deverão manter cartazes e informativos disponíveis aos clientes, estimulando e sugerindo que eles vão às compras com bolsas ou carrinhos de feira particulares, além de sacolas, sacos ou cestas confeccionadas com material resistente e biodegradável para acomodação e transporte de produtos.
Custos
Ao contrário do que ocorre em muitos lugares de Belo Horizonte (MG), os comerciantes de São João del-Rei não têm cobrado pelo fornecimento das sacolas de plástico ecologicamente corretas. Na capital mineira a unidade custa em torno de R$0,19.
Caso os clientes optem por um item mais duradouro, as bolsas ecológicas, feitas com tecido ou material mais resistente, devem ser adquiridas por eles próprios. Nos supermercados são-joanenses essas opções custam em média R$2,50. Outros modelos estilizados e mais caros também são comercializados.
Opiniões
O proprietário de um supermercado no Bairro Matosinhos, Eduardo José Vergo, aderiu às novas sacolas no estabelecimento há cerca de seis meses, antes mesmo de a lei entrar em vigor. Vergo disse que não cobra dos clientes porque, segundo ele, o material tem um custo baixo. “A sacola que a gente usa é biodegradável, não é tão cara”, afirmou.
Já o gerente de uma loja de roupas do centro da cidade, Miguel Carvalho, alegou não saber sobre a efetivação da lei em São João. “Eu soube via internet e televisão que a regra é aplicada em outros municípios, mas não que havia entrado em vigor. Não ouvi comentários sobre isso”, disse. O gerente explicou, porém, que já utiliza sacolas de papel no local.
Quanto aos consumidores, há quem aprove a iniciativa. João Roberto Nascimento, por exemplo, acha que a lei deveria ter entrado em vigor há muito tempo. “O meio ambiente perdeu muito com isso. Esse projeto é para ontem”, lamentou. O mesmo defendeu o aposentado Celso Chaves, que disse ser a favor da substituição das sacolas plásticas por outras ecológicas. “A atual demora muito a dissolver. Temos que pensar nas gerações mais novas”, disse.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente." Chico Xavier

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos está com 

as inscrições abertas para várias atividades no mês de

janeiro.

Inscrições e Informações (31) 3465-1227.






quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

“Terra, és o mais bonito do planeta, estão te maltratando por dinheiro.” - Beto Guedes e Ronaldo Bastos



É uma vergonha...Devolução de lixo hospital retido em Pernambuco para os Estados Unidos foi adiada


Publicação: 05/01/2012 17:12 Atualização:

A devolução de dois contêineres, retidos no Porto de Suape em Pernambuco, com lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos foi adiada, informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O envio das 46 toneladas de tecidos hospitalares estava marcado para o próximo sábado,  mas foi postergado para o dia 21 por falta de documentação. De acordo com a Anvisa, a companhia marítima alemã Hamburg Süd, responsável pelo transporte dos contêineres ao Brasil, solicitou a emissão de documento pelas autoridades alfandegárias ou do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos avalizando o retorno da carga.

A alfândega do Porto de Suape encaminhou, conforme a Anvisa, o pedido aos órgãos norte-americanos. A empresa Na Intimidade, importadora do lixo dos Estados Unidos, vai arcar com os custos da devolução.


A empresa declarou às autoridades brasileiras que a carga tinha tecidos de algodão com defeitos. No entanto, a Vigilância Sanitária encontrou lençóis com marcas de hospitais norte-americanos sujos de sangue. Os contêineres estão retidos no porto desde outubro, quando a fraude foi descoberta.

Além da devolução, a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) determinou a incineração de 50 toneladas do lixo importado – material que estava no depósito da empresa e vendido na região. Ainda não há data para a incineração, segundo a agência.