Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul – 25 janeiro, .2011 |
São Paulo - Há pouco tempo, o jornal Cruzeiro do Sul relatou o descarte indevido de centenas de lâmpadas fluorescentes às margens do rio Sorocaba, sendo que cada uma dessas lâmpadas possui, em seu interior, em média de 15 mg de mercúrio. Levando-se em conta também a grande quantidade, foram necessários mais de quatro contêineres para a retirada total das lâmpadas. Assim, o potencial de contaminação, não apenas no entorno do rio, mas também para a população que consome água e peixes, pode ser considerado muito grave. As lâmpadas que foram descartadas indevidamente são as fluorescentes tubulares, amplamente empregadas por indústrias, lojas e escritórios comerciais. Outro modelo amplamente consumido são as chamadas lâmpadas fluorescentes compactas (LFC), que são empregadas na iluminação residencial em substituição às tradicionais lâmpadas incandescentes. Essa substituição decorre da alta eficiência energética dessas lâmpadas, contribuindo assim para a redução do consumo, e por conseguinte da necessidade de geração de energia elétrica. Tal fato é tão significativo que técnicos do Ministério de Minas e Energia estudam o banimento de lâmpadas incandescentes do mercado até 2016. O que poucos levam em conta é o processo de descarte das lâmpadas fluorescentes compactas pois, como são de uso residencial, o tradicional destino das mesmas é o lixo doméstico e posteriormente o aterro sanitário municipal. Dados de 2008 da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) mostram um consumo de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas anuais, sendo que esse mercado pode chegar a 400 milhões de unidades/ano, se levarmos em conta a substituição gradativa das lâmpadas incandescentes. Tendo em vista que cada LFC possui 4 mg de mercúrio, o potencial de contaminação anual por esse metal pode chegar a incríveis 1,6 toneladas/ano. Um número assustador. No entanto, o mais assustador é a pouca atenção dada para o seu processo de descarte: enquanto que para as lâmpadas tubulares uma cadeia de coleta e destinação correta esta sendo implementada (em especial nas indústrias consumidoras do produto), as LFCs são relegadas a segundo plano e não vemos iniciativas em nenhuma parte para seu correto descarte. Outro fator preocupante é com a saúde dos trabalhadores das empresas de coleta de lixo, pois com o descarte das LFCs no lixo doméstico, as mesmas podem ser esmagadas dentro dos caminhões compactadores, expondo assim essas pessoas ao contato com o mercúrio. Mesmos os usuários domésticos não estão familiarizados com os riscos que tais lâmpadas representam, pois no caso de uma quebra os mesmos adotam o mesmo procedimento que adotavam no caso de lâmpadas incandescentes (que não representam riscos a saúde quando quebradas), coletando os cacos e depositando os mesmos em sacos plásticos, junto com o restante do lixo. O mercúrio é um dos metais mais tóxicos empregados pelo homem e portanto devemos tomar cuidado no manuseio e descarte de produtos que o emprega, sendo nesse caso em particular as lâmpadas fluorescentes tubulares e compactas. Veja algumas recomendações que devemos adotar caso uma lâmpada fluorescente quebre.
Uma ótima alternativa para o futuro são as lâmpadas LED (abreviatura em inglês de diodo emissor de luz), que são constituídas de materiais inertes, não representam riscos para a população e apresentam uma eficiência energética significativamente superior às lâmpadas fluorescentes. Comentário do Jornal dos Amigos Descartadas no lixo comum, o mercúrio pode contaminar solo e água. Além disso, pode contaminar quem ainda trabalha nos chamados lixões. Mediante a informação acima, cabe ao Poder Público (em especial as secretarias municipais de meio ambiente) imediata providência para orientação à população quanto aos procedimentos para descarte de lâmpadas fluorescentes. Sugerimos que, além da prática de coleta seletiva primária (duas lixeiras, uma para lixo orgânico e outra para lixo seco), que o descarte das lâmpadas LFC tenha o mesmo cuidado a exemplo do descarte de garrafas, ou seja, embrulhadas em papel jornal, acondicionadas em saco plástico, lacre e só então descartadas no depósito de lixo seco, até que o Poder Público se manifeste. Salvo melhor juízo. |
O destino final do lixo é um dos agravantes da degradação ambiental. A coleta seletiva e a reciclagem permitem a diminuição da quantidade de lixo produzido e o reaproveitamento de diversos materiais, preservando a natureza. O Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, Campus São João del-Rei instituiu a Gestão dos Resíduos Sólidos e o Programa de Coleta Seletiva Solidária no Campus. Conheça mais sobre esse trabalho e dê suas sugestões. Profa Alessandra Fernandes
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
"Queremos uma justiça social que combine com a justiça ecológica.Uma não existe sem a outra." Leonardo Boff
As lâmpadas fluorescentes e seu impacto na saúde humana
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